'Fiat hominis artificialis', Hobbes

  • Claudio Leivas Universidade Federal de Pelotas
Palabras clave: Fundación, unificación, método, causalidad, Hobbes

Resumen

El presente estudio de investigación sobre el modo en que el autor del Leviatán articula tres conceptos fundamentales de su teoría política (causa, generación y definición) en favor de una supuesta identidad entre los términos, que me permito denominar Componente Unificador de los Elementos Filosóficos de la Política. Tomando como telón de fondo teórico el capítulo 17 de su obra civil de madurez, intento mostrar que la mayor tarea del filósofo de Malmesbury, en este contexto específico, es argumentar en defensa de la creación de un artifex autónomo e independiente del material sensorial que, si in primo loco emerge como presupuesto analítico fáctico irrevocable (léase: el deseo de protección individual es ineludible qua causa final del Estado), por otro lado, hay una especie de exigencia metodológica de suspender el análisis como condición para el surgimiento de un momento sintético apriorístico capaz de hacer existir, a través de la representación política debidamente desligada de la representación natural (obra del cálculo científico puesto en marcha por la racionalidad humana, en concubinato con la imaginación), la realidad política artificial - en otras palabras, esta realidad es el resultado de una compleja virtualidad mimética (la representación pretende ser la inexistencia (ausencia) de una preexistencia empírica al acto político originario o fundacional) modelada genealógicamente por el instrumento teológico de la creación cósmica - creatio ex nihilo (creación de la nada) - que, ahora en su versión humana, recibe en Hobbes la expresión Fiat hominis artificialis (hagamos al hombre artificial).

 

Abstract

An investigative study of the way in which the author of Leviathan articulates three fundamental concepts of his political theory (cause, generation and definition) in favor of a supposed identity between the terms, which I allow myself to call the unifying component of the philosophical Elements of politics. Taking chapter 17 of his mature civil work as a theoretical backdrop, I try to show that the greatest task of the Malmesbury philosopher, in this specific context, is to argue in defense of the creation of an autonomous artifex independent of sensory material that, If in primo loco emerges as an irrevocable factual analytical presupposition (read: the desire for individual protection is inescapable qua final cause of the State), on the other hand, there is a kind of methodological requirement to suspend the analysis as a condition for the emergence of a synthetic moment a priori capable of bringing into existence, through political representation duly detached from natural representation (the work of scientific calculation set in motion by human rationality, in concubinage with the imagination), artificial political reality - in other words, this reality is the result of a complex mimetic virtuality (the representation aims to be the nonexistence (absence) of an empirical preexistence to the original or founding political act) genealogically modeled by the theological instrument of cosmic creation - creatio ex nihilo (creation out of nothing) - that , now in its human version, receives in Hobbes the expression fiat hominis artificialis (let us make man artificial).

Resumo:

Estudo investigativo sobre a forma como o autor do Leviatã articula três conceitos fundamentais de sua teoria política (causa, geração e definição) em benefício de uma pretensa identidade entre os termos, que me permito chamar de Componente unificador dos Elementos filosóficos da política.Tendo como cenário teórico o capítulo 17 dessa que é sua obra civil da maturidade, procuro mostrar que a tarefa maior do filósofo de Malmesbury, nesse contexto específico, é argumentar em defesa do engendramento de uma criação artifex autônoma e independente do material sensorial que, se in primo loco surge como pressuposto analítico factual irrevogável (leia-se: o desejo de proteção individual é inelutável qua causa final do Estado), por outra, há uma espécie de exigência metodológica de suspensão da análise como condição da emergência de um momento sintético apriorístico capaz de trazer à existência, através da representação política devidamente descolada da representação natural (obra do cômputo científico posto pela racionalidade humana, em concubinato com a imaginação), a realidade política artificial - por outras palavras, realidade essa resultante de uma complexa virtualidade mimética (finge-se, pois, por representação, a inexistência (ausência) de uma pré-existência empírica ao ato político originário ou fundacional) modelada genealógicamente pelo instrumento teológico de criação cósmica — creation ex nihilo (criação a partir do nada) — que, agora em sua versão humana, recebe em Hobbes a expressão Fiat hominis artificialis (façamos o homem artificial).

Publicado
2024-02-12
Cómo citar
Leivas, C. (2024). ’Fiat hominis artificialis’, Hobbes. Boletín De La Asociación De Estudios Hobbesianos, (43), 25-36. Recuperado a partir de https://hobbesiana.com.ar/index.php/hobbesianos/article/view/57
Sección
Artículos